3.24.2011

Ser feliz

Ser feliz é uma opção de vida.

Isso mesmo: opção.

Problema, todo mundo tem. Uns mais graves, outros mais simples, alguns que inventamos, outros que parecem nos perseguir. Resolvemos um hoje e amanhã aparece outro no lugar.

Mas não podemos deixar que os problemas tomem tamanha proporção que acabem por nos definir. Temos de lidar com eles e não permitir que eles nos dominem.

Ninguém é feliz o tempo todo. Assim como também não é infeliz.

Procuro ter uma abordagem positiva e não deixar o negativismo chegar. Sabe aquela história que o cara acorda atrasado, dá uma topada com o dedo mindinho do pé na cama, derrama café na roupa quando já está pronto para sair, o ônibus passa quando ele está do outro lado da rua e, a partir daí, tudo começa a dar errado?

Então, quando percebo que algo assim está acontecendo (e acontece mesmo), tento pensar em coisas boas: meu filho, uma viagem, uma lembrança especial do passado ou um plano maneiro para o futuro... São muitas as possibilidades.

Penso que eu tenho muito mais a agradecer do que a pedir. Meu filho é saudável, lindo, carinhoso e inteligente. Meu marido é maravilhoso e me completa em todos os sentidos. Minha família me ama e me apoia. Fiz amigas queridas por onde passei. Algumas delas não fazem mais parte do meu dia a dia, mas sei que sempre posso contar com elas e elas comigo. Moro em um apartamento que adoro em um lugar que amo.

Enfim, não posso permitir que um dia que começou errado acabe com a minha felicidade e me atrapalhe nos diversos papeis que tenho de desempenhar: mãe, esposa, editora, filha, irmã, amiga.

Todo mundo tem problemas. Todo mundo tem dias estressantes. O modo como lidamos com eles é que nos torna quem somos.

Eu sou muito feliz.

Tenho muito a agradecer.

E você?

11.15.2010

Renovação em 2011

Em 2009, voltei para o mercado editorial por indicação de um amigo querido. O desafio era grande: fazer 32 livros em 60 dias. Não preciso dizer que foi uma loucura. Eu chegava cedo à editora e sempre era a última a sair, trazia trabalho para casa e, obviamente, trabalhava nos finais de semana.

Eu não tinha nenhuma assistente. Contava com a ajuda de uma pessoa de outro departamento, que lidava com algumas questões de logísticas. Mas o trabalho editorial propriamente dito estava na minha mão.

Venci o desafio e meu trabalho foi reconhecido. Ganhei uma assistente em meados de 2009. Foi assim que começou o departamento de Projetos Especiais da editora. Dois mil e dez foi o ano em que me dediquei a consolidar esse departamento e a minha carreira. E, agora em novembro, posso dizer que fui bem-sucedida. Nosso pequeno departamento cresceu, hoje somos quatro e, possivelmente, seremos cinco em 2011.
Ainda temos muito trabalho pela frente. E muitos novos grandes desafios. E, certamente, os venceremos.

Mas 2011 será um pouco diferente, pois vou priorizar a vida pessoal. Imporei limites ao lado profissional. Evitarei sair mais tarde para ter mais tempo para o meu filho e para meu marido.

Percebo que Enzo sente a minha falta, que quer brincar e conversar comigo. Tem dias que chego em casa tão cansada que tudo que quero é ficar quietinha. E, quando abro a porta, ele vem todo feliz, “mamãe chegou. Vamos brincar de pique-esconde? Vamos ler uma historinha?” Em geral, eu consigo me obrigar a isso e acabo me divertindo com ele. Mas não quero ter de me obrigar, entende? Quero chegar em casa com pique para brincar com ele. Com ideias e planos de atividades. No verão, ir para o clube dar um mergulho ou ficar no parquinho... Ir ao cinema. Sei lá... Qualquer coisa.
Também cuidarei mais da saúde e entrarei para uma academia.

Fiz uma viagem em família para a Disney e, quando via as fotos, não reconhecia o meu corpo. Em todas, eu me achei gorda e barriguda. Desde que Enzo nasceu, não consegui voltar para o meu corpo, mas estava conseguindo manter um peso aceitável, mas não satisfatório. No decorrer de 2010, engordei dois quilos e, pelas fotos da viagem, percebi que o meu peso não era mais aceitável.

No sábado passado, dei o primeiro passo para mudar isso e começar a renovação que pretendo fazer em 2011. Resolvi ir a uma nutricionista e fazer uma dieta séria e saudável. Ela me pesou, me mediu e desenvolveu uma dieta para mim. Ficou definido que tenho de perder cinco quilos. Segundo ela, até o natal já terei emagrecido uns três. Amanhã eu começo.

Quanto ao compromisso de sair do trabalho no horário, isso terá de ser só em 2011, pois estou com menos uma pessoa e tenho de fechar vários projetos. Mas essa será a minha prioridade.

9.10.2010

"Não me abandone jamais"

Não se deve julgar um livro pela capa.

Nem pelo título.

Ao se deparar com Não me abandone jamais, um leitor desavisado poderia imaginar que está prestes a ler mais uma história de amor.

No entanto, esta obra de Kazuo Ishiguro está longe disso. Trata-se de um romance introspectivo e sensível sobre a vida de seres humanos criados para cumprirem uma missão cruel.

O autor dá voz a Kathy H., uma jovem de 31 anos, que nos conta as lembranças de sua infância vivida em Hailsham, um colégio interno na Inglaterra. Em tom ameno e despretensioso, Kathy descreve o local onde vivia, nos apresenta a seus amigos, colegas e guardiões e narra fatos corriqueiros do dia a dia. À medida que a história se desenrola, Kathy vai revelando, aos poucos, o destino inexorável de todas as crianças.

Sob o viés da ficção científica, o autor explora os sentimentos de amizade, lealdade, amor, submissão e aceitação, fazendo com que o leitor se depare com questões filosóficas de nossa existência: quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?

Certamente, vale a pena ler essa obra que figura na lista dos “100 melhores romances em língua inglesa desde 1923 da revista Times” e que, em breve, será lançada nos cinemas.

Assisti ao trailer e fiquei encantada com a forma como o diretor conseguiu transpor para as telas o ar bucólico e idílico que Kathy confere ao colégio e às lembranças de sua infância.

Vejam em http://www.youtube.com/watch?v=kymQcM4ej3w




8.01.2007

Babá faz falta...

Li há um tempo que mais de 70% das mulheres afirmam que cuidar dos filhos é muito mais cansativo do que um dia de trabalho.

Na época, não dei muita atenção ao assunto, até porque, nos cinco primeiros meses de vida de Enzo, não contei com uma babá e me saí muito bem. Eu tinha apenas uma empregada para cuidar da casa e contava com a ajuda do Leo.

Enzo sempre foi uma criança calma, que dorme bem e se distrai sozinho com suas brincadeiras, o sonho de consumo de qualquer mãe de primeira viagem.

Quando dei férias para a babá do Enzo, a super Titita, fiquei tranqüila, achando que tiraria o período de letra. Nem pensei em contratar alguém para me ajudar... No entanto, para minha total surpresa, eu fiquei completamente esgotada! No final de cada dia, estava muito mais cansada do que se tivesse passado o dia inteiro traduzindo na frente do computador.

Enzo sentiu muita falta da Titita, embora não tenha perguntado por ela. O seu comportamento ficou mais arredio, e ele queria ficar colado em mim o tempo todo com medo de que eu também fosse embora.

Ele até brincava com os avós e com o pai, mas depois de um tempo, saia em busca da mamãe...

Foram quinze dias muito cansativos, mas muito gratificantes. Enzo está falando tudo e se comunica superbem. Agora já fala frases curtas tipo “Enzo quer”, “Mamãe tem”, “Pega isso” etc.

É mágico poder ver o desenvolvimento do filho, participar do aprendizado e estar ao seu lado sempre.

Esse período foi exaustivo, mas deu tudo certo! Titita voltou ontem descansada e feliz, pronta para enfrentar a rotina diária com Enzo.

7.08.2007

Peripécias de Enzo

Enzo é uma criança muito comunicativa, está sempre conversando conosco, dizendo o que quer e contando as coisas que aconteceram com ele, usando as palavras que conhece e fazendo gestos.

Outro dia ele caiu dentro do riozinho do parque que costuma freqüentar. Caiu de cara na água, mas logo levantou bastante assustado. Titita estava do lado dele e o pegou imediatamente. Enzo berrou, chorou forte mesmo, mas pelo susto, pois não se machucou. As duas vovós chegaram correndo depois de ouvir o choro do netinho.

Não foi nada, não foi nada... Logo ele se acalmou e voltou às brincadeiras.

Quando chegou em casa, contou para papai e para mamãe:

– Enzo caiu o chão a ága.

Dizendo isso, jogou-se no chão, mostrando como havia sido, e levantou colocando as mãozinhas no joelho, gemendo e fazendo cara de dor.

– Ai! Ai!

Muito engraçado!!!

Meu filho merecia o Oscar!

7.01.2007

Vida nova...

Depois de sete meses trabalhando fora, decidi voltar à vida de freelancer para poder ficar mais perto do meu filhão.

Senti que Enzo andava meio tristinho, mais introspectivo e que havia mudado o comportamento nos últimos três meses em que eu estava trabalhando. Quando eu chegava em casa, em um primeiro momento, ele não me dava a mínima. Depois, colava em mim feito carrapato e se eu atendesse ao telefone, ele ficava emburrado e fazia tudo para me chamar a atenção, até me bater...

A tradutora a quem eu estava substituindo durante a licença-maternidade decidiu não voltar e eles me ofereceram para ficar. O salário não era interessante e não compensava o tempo que eu ficava longe de casa. Então, para felicidade do meu filho, decidi voltar a trabalhar em casa.

Desde o início, mostrei a ele o local onde mamãe iria trabalhar e expliquei que quando estivesse ali, eu não poderia dar atenção a ele.

Estou em casa há um mês e meio e é impressionante as mudanças que pude perceber no Enzo. Agora, ele está mais alegre e falante. Sorri mais, está mais seguro e aceita bem quando tenho de sair ou quando explico que estou trabalhando.

Conseguimos estabelecer uma rotina bem legal e, quando estou liberada do trabalho, sinto-me bastante disposta para brincar com ele, já que basta desligar o computador e ir para o quarto dele, logo ali, do lado, sem precisar pegar trânsito nem nada...

Outra coisa legal é que pude voltar a ter contato com os amiguinhos dele e aprofundar a amizade com as mães desses amiguinhos.

Só nesse tempinho que estou em casa, já saímos para jantar sem as crianças, já fizemos rodízio de pizza e fondue de queijo com as crianças, que se comportaram muito bem.

Agora posso dizer que estou curtindo muito mais a maternidade, as descobertas do meu filho e a minha vida profissional.

Estou muito feliz e cheia de planos...

1.22.2007

Fim de semana

Fim de semana é tudo de bom nessa vida de meu Deus.

Posso passar o dia todo com o Enzo, desde a hora que ele acorda até a hora de dormir. É muito cansativo, pois ele tem um pique de tirar o fôlego, mas também é recompensador, pois posso observar de perto seu desenvolvimento, suas gracinhas, risos e brincadeiras.

É impressionante a mágica que acontece todo dia nesses 15 meses desde a chegada do meu pimpolho.

Há um ano e três meses, nasceu um bebezinho que só sabia se comunicar pelo choro. Agora, ele já sabe dizer que sim o que não. Demonstra suas vontades e procura se comunicar com o seu vocabulário ainda restrito.

mamãiiiiiin!
papaiiiiii
titita
bobô = vovô e vovó
titi = tio
didi = dindinha
neném
bou = acabou
papa
pô = pombo/pássaro
au-au
ago = gato
aga = água/mamadeira
bóóó = foi embora
bó = bola
não
xixa = Xuxa
bu = buzzy

Enzo sempre tem uma novidade. Outro dia descobriu os santos do oratório que tenho no meu quarto. É engraçado porque ele pede para pegarmos um santo, beija-o e nos entrega para que coloquemos no lugar.

Também pede para que coloquemos o DVD da Xuxa. É uma loucura. Primeiro, ele fala "xixa, xixa". Depois, vai até a estante, pega a caixa do DVD, coloca em cima do aparelho e no entrega o controle remoto, repetindo "xixa, xixa".

É muito bom poder ser testemunha do milagre diário que é o crescimento e o desenvolvimento do meu filho!